quinta-feira, 7 de junho de 2012
Desenho à vista
Trabalhos dos alunos do 9º Ano sobre desenho à vista com a técnica de pastéis de óleo.
Educação Visual
Trabalhos dos alunos do 8º Ano sobre fotomontagens, e outras técnicas aplicadas aos traçados geométricos de Arcos.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Centenário do nascimento de Jorge Amado
Este ano, o Brasil comemora o centenário do nascimento do escritor brasileiro Jorge Amado, “o mais português de todos os brasileiros”, e por esse facto, a BE/CRE Maria Veleda procurou homenageá-lo, numa articulação com as AECs do 8º Ano a decorrerem no espaço da BE. Entre as várias atividades desenvolvidas, destaque para:
- a leitura e análise da obra “A Andorinha Sinhá e o Gato Malhado”;
- exposição de algumas obras do escritor no espaço da BE;
- realização de trabalhos;
- exposição de cartazes;
- projeção de vídeos.
Eis, também, alguns maravilhosos vídeos dedicados a este grande escritor da língua portuguesa.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Exposição

Organização: Arquivo Municipal de Loures
Entre os dias 14 e 21 de maio, foram apresentadas aos alunos dos 2º e 3º ciclos, imagens de documentos e fotografias que ilustram projectos e factos significativos do concelho de Loures, no período compreendido entre 1911-1930, em paralelo com os principais acontecimentos nacionais.
Esta exposição teve a orientação da professora bibliotecária Ana Maria Paiva.
sábado, 19 de maio de 2012
Baú do Ambiente
Uma iniciativa do Departamento de Ambiente e Transportes Municipais, Centro de Documentação e Informação Avelar Brotero - Câmara Municipal de Loures, levou o baú do ambiente, ao longo deste ano letivo, a percorrer várias bibliotecas escolares, e ei-lo agora a visitar-nos.
Está recheado de materiais informativos sobre "Preservação e Sustentabilidade Ambiental: cassetes de vídeo, DVD, CD-ROM, livros, brochuras e desdobráveis.
Os alunos poderão, deste modo, durante 2 semanas, manusear e ver todos estes materiais, e os professores requisitá-los para as suas aulas.
Está recheado de materiais informativos sobre "Preservação e Sustentabilidade Ambiental: cassetes de vídeo, DVD, CD-ROM, livros, brochuras e desdobráveis.
Os alunos poderão, deste modo, durante 2 semanas, manusear e ver todos estes materiais, e os professores requisitá-los para as suas aulas.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Comemoração do Dia da Europa
Hoje, dia 9 de maio, comemora-se o Dia da Europa.
Este dia tornou-se o símbolo da Europa.

O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.
Recordemos palavras de Jean Monnet, destacado "como o verdadeiro mentor da Europa dos nossos dias".
"Não coligamos Estados, unimos Homens."
"(...) os nossos povos têm hoje de aprender a viver em conjunto, com regras e instituições comuns livremente aceites, se quiserem atingir a dimensão necessária ao seu progresso e deter o controlo do seu destino (...)
Robert Schuman (Ministro dos Negócios Estrangeiros da França)
Em colaboração com Jean Monnet, elaborou o famoso Plano Schuman, que divulgou em 9 de maio de 1950. De 1958 a 1960, foi o primeiro presidente do Parlamento Europeu, que o condecora, no final de seu mandato, com o título de «Pai da Europa».
Compreendeu que só uma reconciliação duradoura entre a França e a Alemanha podia dar origem a uma Europa unida.

Jean Monnet e Rober Shuman
No livro "Pela Europa", Schuman escreveu:
"A democracia nasceu no dia em que o homem foi chamado a realizar, na sua vida temporal, a dignidade da pessoa humana, na liberdade individual, no respeito pelos direitos de cada um e com a prática do amor fraterno para com todos. Jamais, antes de Cristo, tinham sido formuladas tais ideias". Acrescentava que "a democracia será cristã ou não será democracia. Uma democracia anticristã será uma caricatura, que resultará em tirania ou na anarquia"
A nossa BE/CRE contou com o apoio da Comissão Europeia em Lisboa, e em articulação com a disciplina de Geografia, associa-se aos festejos deste dia com diversas atividades: exposição de trabalhos dos alunos, cartazes, projeção de um vídeo sobre o nascimento da União Europeia e debates.
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Projeção de um vídeo sobre "O Dia da Europa", sob orientação da professora bibliotecária Ana Maria Paiva, e que contou com o apoio da Professora Vanda Francisco ( professora das turmas do 7º Ano, às quais foi direcionado este vídeo).
Eis algumas imagens:
Este dia tornou-se o símbolo da Europa.
O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.
Recordemos palavras de Jean Monnet, destacado "como o verdadeiro mentor da Europa dos nossos dias".
"Não coligamos Estados, unimos Homens."
"(...) os nossos povos têm hoje de aprender a viver em conjunto, com regras e instituições comuns livremente aceites, se quiserem atingir a dimensão necessária ao seu progresso e deter o controlo do seu destino (...)
![]() |
| Jean Monnet (consultor económico e político francês, primeiro presidente do órgão executivo da CECA) |
Em colaboração com Jean Monnet, elaborou o famoso Plano Schuman, que divulgou em 9 de maio de 1950. De 1958 a 1960, foi o primeiro presidente do Parlamento Europeu, que o condecora, no final de seu mandato, com o título de «Pai da Europa».
Compreendeu que só uma reconciliação duradoura entre a França e a Alemanha podia dar origem a uma Europa unida.

Jean Monnet e Rober Shuman
No livro "Pela Europa", Schuman escreveu:
"A democracia nasceu no dia em que o homem foi chamado a realizar, na sua vida temporal, a dignidade da pessoa humana, na liberdade individual, no respeito pelos direitos de cada um e com a prática do amor fraterno para com todos. Jamais, antes de Cristo, tinham sido formuladas tais ideias". Acrescentava que "a democracia será cristã ou não será democracia. Uma democracia anticristã será uma caricatura, que resultará em tirania ou na anarquia"
A nossa BE/CRE contou com o apoio da Comissão Europeia em Lisboa, e em articulação com a disciplina de Geografia, associa-se aos festejos deste dia com diversas atividades: exposição de trabalhos dos alunos, cartazes, projeção de um vídeo sobre o nascimento da União Europeia e debates.
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Eis algumas imagens:
terça-feira, 1 de maio de 2012
A história da festa do 1º de Maio
Há mais de cem anos ... nas fábricas, nas terras, nas minas, os trabalhadores tinham que fazer 12/14 e até mais horas de trabalho em cada dia, mas por mais que trabalhassem continuavam sem nada possuir, porque os patrões para juntarem as riquezas só para eles, exigiam muito trabalho, e pagavam o trabalho com pouco dinheiro.
Por isso, os trabalhadores e a família viviam muito mal. As casas eram muito pobres, a comida pouca ou nenhuma, não havia dinheiro para o médico ou remédios, os filhos, aos 8 e 9 anos não podiam ir à escola como os filhos dos patrões, porque tinham que vender trabalho nas fábricas ... nas minas .... As crianças e as mulheres também trabalhavam 14 horas, mas só recebiam 1/3 ou metade do salário dos homens.
Os trabalhadores já não podiam aguentar mais e descobriram:
- Mas nós somos muitos! E sabemos trabalhar!
- Mas não temos as máquinas, as fábricas, as terras, as minas.
- Quanto mais trabalhamos, mais ricos ficam os patrões.
- Se parássemos, parava tudo ... Até os lucros dos patrões!
E começaram a combinar coisas em conjunto, a exigir, e quando os patrões não lhes davam ... experimentaram parar o trabalho, juntaram-se nas ruas e praças e diziam:
- Os nossos filhos têm fome! O salário não chega para viver! 14 horas por dia não pode ser! Mas os patrões tinham preparado com os governos leis que lhes davam sempre razão.
Prendiam, batiam, matavam ...
Os trabalhadores precisavam de ter muita coragem - só possuíam armas pacíficas: parar de trabalhar, manifestar nas ruas o seu descontentamento. Eram perseguidos, mas não desistiam.
Para não perderem os lucros, alguns patrões tiveram de ceder - aumentaram os salários, reduziram para 12 horas por dia o trabalho.
As notícias destas vitórias foram enviadas aos trabalhadores de outras terras de outros países, e assim os trabalhadores fizeram outra descoberta muito importante: A SOLIDARIEDADE.
Em reuniões, os representantes diziam:
- Os trabalhadores querem uma vida mais justa! Querem leis que os defendam! Querem a jornada de trabalho de 8 horas!
E finalmente no dia 1º de Maio de 1886:
- Pelo dia de 8 horas de trabalho! GREVE GERAL! Queremos o dia de 8 horas de trabalho! VIVA A GREVE GERAL!
E em Chicago, espancam, matam e prendem. Os organizadores foram levados a tribunal e foram condenados à morte, e outros a prisão perpétua. Mesmo que pareça que perdem, os trabalhadores ganham sempre por defender os seus direitos.
Texto de Maria Virgínia - Fenprof
Em memória dos mártires de Chicago (principal centro industrial dos EUA naquela época), das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o DIA MUNDIAL DO TRABALHO foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris.
1º de Maio - Dia do Trabalhador
Manifestação em Haymarket, em Chicago, Maio de 1886
Por isso, os trabalhadores e a família viviam muito mal. As casas eram muito pobres, a comida pouca ou nenhuma, não havia dinheiro para o médico ou remédios, os filhos, aos 8 e 9 anos não podiam ir à escola como os filhos dos patrões, porque tinham que vender trabalho nas fábricas ... nas minas .... As crianças e as mulheres também trabalhavam 14 horas, mas só recebiam 1/3 ou metade do salário dos homens.
Os trabalhadores já não podiam aguentar mais e descobriram:
- Mas nós somos muitos! E sabemos trabalhar!
- Mas não temos as máquinas, as fábricas, as terras, as minas.
- Quanto mais trabalhamos, mais ricos ficam os patrões.
- Se parássemos, parava tudo ... Até os lucros dos patrões!
E começaram a combinar coisas em conjunto, a exigir, e quando os patrões não lhes davam ... experimentaram parar o trabalho, juntaram-se nas ruas e praças e diziam:
- Os nossos filhos têm fome! O salário não chega para viver! 14 horas por dia não pode ser! Mas os patrões tinham preparado com os governos leis que lhes davam sempre razão.
Prendiam, batiam, matavam ...
Os trabalhadores precisavam de ter muita coragem - só possuíam armas pacíficas: parar de trabalhar, manifestar nas ruas o seu descontentamento. Eram perseguidos, mas não desistiam.
Para não perderem os lucros, alguns patrões tiveram de ceder - aumentaram os salários, reduziram para 12 horas por dia o trabalho.
As notícias destas vitórias foram enviadas aos trabalhadores de outras terras de outros países, e assim os trabalhadores fizeram outra descoberta muito importante: A SOLIDARIEDADE.
Em reuniões, os representantes diziam:
- Os trabalhadores querem uma vida mais justa! Querem leis que os defendam! Querem a jornada de trabalho de 8 horas!
E finalmente no dia 1º de Maio de 1886:
- Pelo dia de 8 horas de trabalho! GREVE GERAL! Queremos o dia de 8 horas de trabalho! VIVA A GREVE GERAL!
E em Chicago, espancam, matam e prendem. Os organizadores foram levados a tribunal e foram condenados à morte, e outros a prisão perpétua. Mesmo que pareça que perdem, os trabalhadores ganham sempre por defender os seus direitos.
Texto de Maria Virgínia - Fenprof
Em memória dos mártires de Chicago (principal centro industrial dos EUA naquela época), das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o DIA MUNDIAL DO TRABALHO foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris.
1º de Maio - Dia do Trabalhador
Manifestação em Haymarket, em Chicago, Maio de 1886
Auguste Spies, Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe, ou como ficaram mundialmente conhecidos,
“Os mártires de Chicago"
Um pouco mais de um ano depois da greve geral, quatro foram enforcados, um encontrado misteriosamente morto em sua cela, dois condenados à prisão perpétua e o último condenado a 15 anos de prisão.
Anos depois, a justiça americana reconheceu a inocência dos "Mártires de Chicago" e que eles, na verdade, não cometeram crime.
sábado, 28 de abril de 2012
Concurso "Um dia com os media"
A nossa BE/CRE associou-se à iniciativa levada a cabo pela RBE/PNL e Gabinete dos Meios de Comunicação (GMCS), convidando os alunos dos diferentes ciclos de ensino a responderem, através de um slogan, à questão:"Como seria a vida sem os media?"
Será que conseguiremos imaginar, hoje, a vida sem telemóvel, televisão ou computador?
Uma vida onde não dispuséssemos de Internet?
Uma vida sem livros, jornais, revistas ou cinema?
Uma vida onde não existisse consola de jogos, mp3, mp4, youtube, facebook?
Como seria essa vida? Que sentido teria? Que sentimento nos provocaria?
A data limite da RBE para o envio dos slogans selecionados pelo Agrupamento será o dia 14 de Maio, e a divulgação dos 2 melhores slogans selecionados pela RBE/PNL/GMCS ocorrerá no dia 1 de junho.
A cada vencedor será atribuído um IPAD.
Será que conseguiremos imaginar, hoje, a vida sem telemóvel, televisão ou computador?
Uma vida onde não dispuséssemos de Internet?
Uma vida sem livros, jornais, revistas ou cinema?
Uma vida onde não existisse consola de jogos, mp3, mp4, youtube, facebook?
Como seria essa vida? Que sentido teria? Que sentimento nos provocaria?
A data limite da RBE para o envio dos slogans selecionados pelo Agrupamento será o dia 14 de Maio, e a divulgação dos 2 melhores slogans selecionados pela RBE/PNL/GMCS ocorrerá no dia 1 de junho.
A cada vencedor será atribuído um IPAD.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
82ª Feira do Livro de Lisboa
A 82.ª Feira do Livro de Lisboa irá decorrer de 24 de abril a 13 de maio,propondo livros a preços mais baratos, novidades editoriais e uma programação cultural que inclui dança e fado, entre outras expressões.
A feira, que decorre no cenário habitual do Parque Eduardo VII conta com 240 pavilhões de 112 participantes, entre eles a rede de Bibliotecas Municipais que, sob o mote "Lusofonia a língua que nos une", homenageia os países da lusofonia, apresentando diversas iniciativas para os jovens, famílias e público em geral, desde a literatura, à música, à dança e ao teatro, passando também pela narração oral e por atividades desportivas e de lazer.
Destaque especial para a celebração dos 10 anos da Restauração da Independência da República Democrática de Timor-Leste, num programa apresentado a 13 de maio em conjunto com a embaixada de Timor-Leste,e o Dia da Língua e Cultura Portuguesas, que a 5 de maio, em colaboração com a CPLP, assinala o nosso idioma comum.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Viagens no tempo
Fontes Pereira de Melo
António Maria Fontes Pereira de Melo nasceu em Lisboa em 1819. Seguiu a carreira militar, tendo ingressado na arma de engenharia.
Participou nas campanhas da Patuleia (guerra civil entre cartistas e setembristas, na sequência da Revolução da Maria da Fonte), ao lado do duque de Saldanha, e veio a integrar o 1º governo da Regeneração, tornando-se um dos seus mais destacados políticos. O seu programa traduzia-se em 2 palavras: estradas e caminhos-de-ferro, impulsionando o lançamento da rede de vias férreas. Entre 1851 e 1886, ocupou as pastas de Ministro da Fazenda, Ministro das Obras Públicas, e Presidente do Conselho. A partir de 1858, torna-se chefe do Partido Regenerador. Até à sua morte, que ocorreu em 1887, manter-se-á ora na oposição ora no governo, e desempenhará ainda outros altos cargos políticos.
Foi nas suas diversas passagens pelo governo, que levou a cabo o seu projeto de modernização e de progresso material do país. O 1º grande investimento fez-se sentir na construção rodoviária, seguindo-se a revolução ferroviária com a inauguração, pelo rei D.Pedro V, em 1856, do 1º troço de via-férrea que ligava Lisboa ao Carregado.
Homem dotado de uma grande energia, nada o fatigava, nem mesmo a atmosfera de hostilidade que envolveu os seus planos.
Segundo Eduardo Noronha, um dia na Câmara, um deputado e dos menos agressivos, dizia:
"- Ao país basta um caminho-de-ferro.
- Pois a mim, custa-me contentar com dois - redarguiu Fontes Pereira de Melo prontamente."
António Maria Fontes Pereira de Melo nasceu em Lisboa em 1819. Seguiu a carreira militar, tendo ingressado na arma de engenharia.
Participou nas campanhas da Patuleia (guerra civil entre cartistas e setembristas, na sequência da Revolução da Maria da Fonte), ao lado do duque de Saldanha, e veio a integrar o 1º governo da Regeneração, tornando-se um dos seus mais destacados políticos. O seu programa traduzia-se em 2 palavras: estradas e caminhos-de-ferro, impulsionando o lançamento da rede de vias férreas. Entre 1851 e 1886, ocupou as pastas de Ministro da Fazenda, Ministro das Obras Públicas, e Presidente do Conselho. A partir de 1858, torna-se chefe do Partido Regenerador. Até à sua morte, que ocorreu em 1887, manter-se-á ora na oposição ora no governo, e desempenhará ainda outros altos cargos políticos.
Foi nas suas diversas passagens pelo governo, que levou a cabo o seu projeto de modernização e de progresso material do país. O 1º grande investimento fez-se sentir na construção rodoviária, seguindo-se a revolução ferroviária com a inauguração, pelo rei D.Pedro V, em 1856, do 1º troço de via-férrea que ligava Lisboa ao Carregado.
Homem dotado de uma grande energia, nada o fatigava, nem mesmo a atmosfera de hostilidade que envolveu os seus planos.
Segundo Eduardo Noronha, um dia na Câmara, um deputado e dos menos agressivos, dizia:
"- Ao país basta um caminho-de-ferro.
- Pois a mim, custa-me contentar com dois - redarguiu Fontes Pereira de Melo prontamente."
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Comemoração do 25 de abril
ABRIL DE ABRIL
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre
Passaram 38 anos ...
Nesse "remoto" ano de 1974, o descontentamento da população era cada vez maior, devido à falta de liberdade e à guerra colonial.
Em 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, MFA, constituído por um grupo de militares, através de um golpe militar, pôs fim ao regime ditatorial do Estado Novo, que vigorava desde 1933.
As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano (Presidente do Conselho de Ministros/Primeiro-Ministro). Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a imprensa. E, assim, iniciou-se um novo processo político com a instauração de um regime democrático, e com a entrada de uma nova constituição - a Constituição de 1976.
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Segundo se conta, foi uma florista de Lisboa que iniciou a distribuição dos cravos vermelhos pelos populares que os ofereceram aos soldados. Estes colocaram-nos nos canos das espingardas. Por isso se chama ao 25 de Abril de 74 a "Revolução dos Cravos"
Recordemos a canção "E Depois do Adeus" na voz do cantor Paulo de Carvalho, e a voz do sempre eterno Zeca Afonso na canção "Grândola, Vila Morena", que foram senhas do avanço da revolução.
A BE/CRE junta a sua "voz" à voz dos arautos da liberdade, de todos os que se opuseram ao regime, que durante cerca de 40 anos, deixou este país económica e culturalmente atrasado.
Cabe, também, deixar aqui uma singela homenagem ao eurodeputado Miguel Portas, que dignificou o nosso país no Parlamento Europeu, nas diversas intervenções que fez. Embora tenha nascido num "berço de ouro" foi sensível à vida miserável dos povos oprimidos, dos pobres, dos mais carenciados e desfavorecidos da sociedade, tendo dedicado toda a sua vida à luta pela dignidade humana, pela justiça, pela verdade política, com frontalidade. Morre na véspera da comemoração de um dia importante, mas lá onde estiver, há-de continuar presente na memória de todos aqueles que apreciavam a sua cultura, o seu bom carácter, a sua cordialidade perante opiniões diferentes. Alguém que soube ser um político com P grande.
Deixa saudades como todos os que na vida foram grandes.
Deixo-vos imagens da evocação de abril na nossa escola e alguns belos trabalhos realizados pelos nossos alunos, numa comparação entre 25 de Abril Sempre e Holocausto Nunca Mais.
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre

Passaram 38 anos ...
Nesse "remoto" ano de 1974, o descontentamento da população era cada vez maior, devido à falta de liberdade e à guerra colonial.
Em 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, MFA, constituído por um grupo de militares, através de um golpe militar, pôs fim ao regime ditatorial do Estado Novo, que vigorava desde 1933.
As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano (Presidente do Conselho de Ministros/Primeiro-Ministro). Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a imprensa. E, assim, iniciou-se um novo processo político com a instauração de um regime democrático, e com a entrada de uma nova constituição - a Constituição de 1976.
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Segundo se conta, foi uma florista de Lisboa que iniciou a distribuição dos cravos vermelhos pelos populares que os ofereceram aos soldados. Estes colocaram-nos nos canos das espingardas. Por isso se chama ao 25 de Abril de 74 a "Revolução dos Cravos"
Recordemos a canção "E Depois do Adeus" na voz do cantor Paulo de Carvalho, e a voz do sempre eterno Zeca Afonso na canção "Grândola, Vila Morena", que foram senhas do avanço da revolução.
A BE/CRE junta a sua "voz" à voz dos arautos da liberdade, de todos os que se opuseram ao regime, que durante cerca de 40 anos, deixou este país económica e culturalmente atrasado.
Cabe, também, deixar aqui uma singela homenagem ao eurodeputado Miguel Portas, que dignificou o nosso país no Parlamento Europeu, nas diversas intervenções que fez. Embora tenha nascido num "berço de ouro" foi sensível à vida miserável dos povos oprimidos, dos pobres, dos mais carenciados e desfavorecidos da sociedade, tendo dedicado toda a sua vida à luta pela dignidade humana, pela justiça, pela verdade política, com frontalidade. Morre na véspera da comemoração de um dia importante, mas lá onde estiver, há-de continuar presente na memória de todos aqueles que apreciavam a sua cultura, o seu bom carácter, a sua cordialidade perante opiniões diferentes. Alguém que soube ser um político com P grande.
Deixa saudades como todos os que na vida foram grandes.
Deixo-vos imagens da evocação de abril na nossa escola e alguns belos trabalhos realizados pelos nossos alunos, numa comparação entre 25 de Abril Sempre e Holocausto Nunca Mais.
HOLOCAUSTO – NUNCA MAIS!
VIVA A LIBERDADE
Os alunos do 3º ciclo de PCA´s (7ºE e 8ºE) não ficaram indiferentes ao que viram e ouviram na biblioteca. O sofrimento humano refletido nas imagens projetadas, nos factos e acontecimentos narrados, nos poemas divulgados, motivaram-nos para compreenderem de forma mais aprofundada e integradora esta etapa dramática da história da humanidade.
Ao desenvolverem o projeto “Holocausto… nunca mais! Viva a liberdade”, os alunos aprofundaram conceitos como “nazismo”, “tolerância”, ”liberdade”, “responsabilidade individual”, entre outros; visionaram filmes como “A Lista de Schindler” e o “Diário de Anne Frank”; leram excertos do “Diário de Anne Frank” em espanhol e em inglês; pesquisaram sobre o 25 de Abril; debateram ideias e expressaram opiniões; escreveram poemas e até descobriram que também os portugueses tiveram o seu Schindler - Aristides Sousa Mendes…
Valores como a tolerância, a solidariedade, a equidade e a partilha adquiriram para os nossos jovens uma nova dimensão e um novo significado.
Concluíram pela importância de preservarmos uma sociedade onde direitos, liberdades e responsabilidades pessoais /coletivas sejam sempre respeitados, para que… holocaustos NUNCA MAIS!
As professoras intervenientes
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